Cirurgia Fobi-Capella

A cirurgia de Fobi-Capella é uma cirurgia muito restritiva dos alimentos no estômago e pouco menos disabsortiva no intestino, isolando todo o duodeno e boa parte do intestino delgado. Restritiva porque restringe o estômago de 1500 ml para 30 a 50 ml (2 a 3,2% do seu tamanho), deixando-o equivalente ao tamanho de um copo de cafezinho. Fica isolado sem função mais ou menos 97% do estômago. 

É chamada bypass gástrico, popularmente denominada cirurgia do “grampo” e do “anel”. Pode ser com ou sem anel de contensão em torno do pequeno estômago. Pode ser feita com ou sem gastrostomia preventiva (gastrostomia é um orifício feito do estômago à parede abdominal para alimentação por tubos, em caso de complicação).

Emagrece porque não consegue ingerir mais do que 50ml de alimentos. Se o fizer vomita. Alimento muito sólido provoca o engasgo. Muita dificuldade para ingerir carnes e doces. Necessita obrigatoriamente acompanhamento por psicólogos e médicos nutrólogo. Psicólogo para priorizar a saúde e a beleza, relegando a segundo plano o prazer de comer. Operados, sem acompanhamento com psicólogo, correm o risco de depressão, alcoolismo e isolamento social por não conseguirem comer normalmente como todos comem. Nutrólogo por vários motivos: o estômago fica isolado e reduz a produção de ácido clorídrico e fator intrínseco. O ácido clorídrico é indispensável para que a pepsina exerça sua função digestiva em meio ácido, e também para a transformação e absorção de ferro da forma férrica a ferrosa de mais fácil absorção e não ter anemia. A falta de fator intrínseco produzido no estômago provoca anemia perniciosa porque o fator intrínseco se combina com a vitamina B12 dos alimentos protegendo-a da digestão e tornando-a disponível para absorção intestinal que se faz principalmente no último metro do íleo terminal.

O cálcio é absorvido principalmente no duodeno, que na cirurgia de Fobi-Capella também fica isolado. O nutrólogo é indispensável para repor cálcio, ferro e vitamina B12.  A indicação para este tipo de tratamento é que a pessoa tenha IMC acima de 40 kg/m2 ou superior a 35 kg/m2 com doenças associadas (hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, apnéia do sono, dentre outras) e a evolução da obesidade tenha no mínimo 5 anos e com ausência de respostas aos tratamentos convencionais para perda de peso realizados com profissionais qualificados. 

O candidato a este tratamento cirúrgico deve passar por uma avaliação pré e pós operatória feita por uma equipe multiprofissional, composta por cirurgião, clínico, nutricionista, psicólogo dentre outros.

 

Desvantagens: 

1-  Diarreia se ingerir alimentos hipercalóricos; 

2- Síndrome de "dumping" (dor epigástrica, náuseas, vômitos, rubor e sintomas de hipoglicemia) se ingerir doces, líquidos muito calóricos ou carboidratos simples. Assim, a pessoa precisa ajustar sua alimentação para evitar passar mal após as refeições. Deve sempre fazer acompanhamento junto com a equipe que o operou. 

A perda média de peso é de 35 a 40% do peso inicial em longo prazo.

Contraindicação: Pessoas dependentes de álcool e drogas, portadores de cirrose hepática, transtornos psiquiátricos graves.  

Complicações pós-operatórias mais frequentes: Úlceras de boca anstomótica, infecções pulmonares, estenoses, fístulas, infecção em incisão, hemorragia gástrica, colelitíase,desnutrição e muitos casos ocorrem reganho de peso. 

Essa técnica não preenche as normas preconizadas pela cirurgia ideal, segundo o Dr. Aniceto Baltasar C.V., Alcoy-Espanha. Ela não é 100% reversível em caso de complicações, mas parcialmente, pois na reversão perde-se parte do intestino.

 

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