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Na terceira idade, obesidade é mais comum em mulheres do que em homens

Contudo, estudo realizado em Londrina, no Paraná, mostra que as complicações de saúde decorrentes do excesso de gordura corpórea atingem, sobretudo, idosos do sexo masculino.

O combate à obesidade está entre as medidas necessárias à promoção da saúde da população idosa. Na faixa etária acima de 60 anos, a obesidade é um problema que acomete cerca de 24% das mulheres e 9% dos homens. Embora o excesso de gordura corpórea seja mais comum no sexo feminino, as complicações metabólicas associadas à obesidade afetam principalmente os homens. Essa é a conclusão de um estudo realizado por Marcos Cabrera, do Departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, e por Wilson Jacob Filho, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Os resultados de Cabrera e Jacob Filho sugerem que as mulheres têm uma tolerância maior à obesidade. “É possível que esta maior tolerância esteja contribuindo para a maior longevidade das idosas obesas em relação aos homens, explicando as diferenças nos índices de prevalência de obesidade entre os sexos”, dizem os pesquisadores em artigo publicado nos Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia (volume 45; número 5). Ou seja: na terceira idade, a proporção de mulheres obesas seria superior porque os homens com excesso de peso teriam uma taxa de mortalidade maior.

“Com o envelhecimento — explicam Cabrera e Jacob Filho — no artigo, há uma perda progressiva da massa magra com aumento da proporção de gordura corpórea, além da diminuição da estatura, relaxamento da musculatura abdominal, cifose (desvio da coluna que caracteriza a corcunda) e alteração da elasticidade da pele”. A obesidade está associada a complicações no organismo que podem levar a distúrbios psicológicos e ao aumento do risco para doenças de grande mortalidade, como diabetes mellitus, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.

Cabrera e Jacob Filho investigaram quase 850 idosos, com idade média de 72 anos, atendidos em serviços ambulatoriais de geriatria na cidade de Londrina. Foram considerados obesos os pacientes de ambos os sexos cujo índice de massa corporal (IMC) – calculado como a razão entre o peso em quilos e o quadrado da altura em metros – ficou igual ou superior a 30 Kg/m2. Diabetes mellitus, níveis baixos de bom colesterol e taxas altas de triglicerídeos foram problemas mais freqüentes nos homens obesos do que naqueles com IMC inferior a 30 kg/m2. Já as mulheres com excesso de gordura corpórea, se comparadas às senhoras não obesas, só apresentaram maior freqüência para hipertensão arterial.

A obesidade também pode ser definida como a razão entre cintura e quadril (RCQ) superior a 1,01, no caso dos homens, ou maior que 0,96, no caso das mulheres. Adotando essa definição, senhores obesos apresentaram hipertensão arterial, diabetes mellitus, níveis baixos de bom colesterol e taxas altas de triglicerídeos mais comumente do que os outros. Quanto às idosas obesas, somente hipertensão arterial e diabetes mellitus foram problemas mais freqüentes para elas do que para as demais senhoras. 

Além disso, Cabrera e Jacob Filho constataram que a obesidade tende a diminuir na faixa etária de 80 anos ou mais. No artigo, eles sugerem que a obesidade e as doenças a ela relacionadas “poderiam estar contribuindo para maior mortalidade dos idosos obesos antes dos 80 anos”. Os pesquisadores lembram, porém, que suas análises “não podem se extrapoladas para todos os idosos de uma população, pois foram estudados apenas os idosos que procuraram auxílio ambulatorial”. Por isso, na conclusão do artigo, Cabrera e Jacob Filho alertam sobre a necessidade de novos estudos, “a fim de que possamos proporcionar ao idoso abordagens que interfiram adequadamente em suas condições de saúde”.

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